Brasil Supera EUA em número de Cirurgia Plástica

O Brasil se tornou referencia mundial em cirurgia plástica, superando os Estados Unidos, de acordo com o relatório divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Isso se deve ao fato de cada vez mais brasileiros buscarem a cirurgia plástica para conquistar autoconfiança e qualidade de vida, além do país possuir grandes profissionais na área, atraindo até clientes estrangeiros. Melhorar a estética visual é desejos de muitos, mas é preciso ter consciência na hora da escolha do profissional para realizar a cirurgia.

Conceituado com a experiência na área, o doutor Sérgio Romay é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e foi aluno do renomado cirurgião Ivo Pitanguy. É ele quem faz para os leitores da revista Circuito um painel sobre a cirurgia plástica no Brasil. Veja na entrevista a seguir.

Circuito: O Brasil se tornou líder mundial em cirurgia plástica estética, isso motiva o brasileiro a buscar essa especialidade?

Dr. Sérgio Romay: Sim, o próprio clima e os profissionais do Brasil são as influências dessa motivação. O país hoje é o centro mundial de cirurgia plástica e já vinha sendo considerado mesmo quando os Estados Unidos estavam na frente. Mas a capacidade do médico brasileiro acaba atraindo não só os brasileiros, como também estrangeiros que, além de virem visitar o país pelo turismo, aproveitam para fazer alguma cirurgia plástica.

Qual o perfil do brasileiro que procura fazer alguma mudança estética?

Dr. Sérgio Romay: É de todos os tipos. Do paciente mais jovem ao mais velho, dos que fazem exercícios físicos diariamente aos sedentários.

E o que leva o paciente a querer mudar algo na aparência?

Dr. Sérgio Romay: São pessoas que sempre procuram melhorar alguma coisa no corpo delas. Olham para o espelho, encontram algo que as desagrada e buscam uma melhoria estética. Até os que praticam exercícios têm alguma coisinha que queiram melhorar.

Existe diferença das cirurgias mais procuradas nos estados, ou são as mesmas?

Dr. Sérgio Romay: Sim. Por exemplo, numa comparação entre Rio de Janeiro e São Paulo, o carioca é mais exigente com o corpo, por ser mais exposto. Em São Paulo, como o clima é mais frio, as pessoas sempre estão com muita roupa, então a busca é maior pelas cirurgias de face, como correções do nariz ou das rugas e marcas de expressão. No Rio, a lipoescultura, que é uma remodelação do corpo, o implante mamário e a mastopexia são as mais procuradas.

Qual a diferença entre mastopexia e implante mamário?

Dr. Sérgio Romay: O implante mamário é o aumento das mamas. Normalmente é feito nos casos em que a paciente tem uma hipomastia, ou seja, as mamas pequenas ou acha desproporcional ao corpo. Então se faz uma inclusão de prótese. Mastopexia é feita quando a paciente apresenta uma ptose, um excesso de pele que leva à queda das mamas. Pode acontecer o caso da paciente ter as mamas pequenas e também pstose, aí só o implante não resolve, pois aumenta a mama, mas ela vai ficar caída. E o caso contrário, da paciente ter o conteúdo de mama e com a mastopexia refazer e deixar a mama na posição adequada.

Quais os casos em que a cirurgia plástica é indispensável e quais são considerados exageros?

Dr. Sérgio Romay: Há uma linha muito tênue nessa questão. O paciente precisa saber o que incomoda ele e o médico precisa diagnosticar se realmente tem algo de errado com o paciente. Existe uma doença chamada dismorfofobia, em que a pessoa se olha no espelho e sempre acha que tem algo de errado. Melhorar a autoestima é saudável, mudar um nariz que o paciente considera grande, ou implante da mama para a paciente que a acha desproporcional. Agora, existe uma americana que pôs um implante de um litro em cada mama… isso é prejudicial a saúde dela, além do problema não ser o corpo, e sim sua mente.

Como o paciente faz para escolher e cirurgia plástica?

Dr. Sérgio Romay: Isso é muito pessoal, não adianta o paciente chegar e perguntar ao médico o que ele acha que precisa melhorar. O profissional não deve achar nada. Ele tem a sua opinião, claro, e pode indicar ao paciente o que pode melhorar. Só que ele pode indicar algo que não seja incômodo, já que a visão do médico não é a mesma do paciente.

E como se faz a escolha do cirurgião?

Dr. Sérgio Romay: É sempre bom pesquisar, buscar nos sites, mas o mais importante é a indicação de amigos ou familiares, pois quem já foi paciente, conhece os procedimentos do médico e de sua equipe.

Você é um membro efetivo da sociedade dos ex-alunos do professor Ivo Pitanguy, um dos mais renomados cirurgiões plásticos do Brasil, além de ser membro de diversas outras sociedades de importância dentro do meio. Qual a importância sobre o valor dessas sociedades para o paciente escolher um profissional qualificado?

Dr. Sérgio Romay: Isso é uma diferencial, porque para entrar nas sociedades – por exemplo, a Norte Americana – eles não vão aceitar qualquer um. Existe “peneira”, um estudo. É preciso enviar o currículo para demonstrar realmente que você está apto a fazer parte daquelas sociedades.

Dr. Sérgio Romay

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